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    A Simbologia por trás do tarot clow
    As cartas tem um poder incrível com uso próprio para amuletos, previsões, comunicação com mortos, yuyans aos deuses, simpatias, rituais e até pedidos de ajuda. Consideramos que os baralhos ilustrados com elementos e mahoujin foram inspirados em um "velho mestre" chamado Lao Zi (老子), um filósofo da Antiga China, o principal fundador de uma das filosofias religiosas mais antigas do mundo, o Taoismo. É uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas. A primeira referência da que temos segurança sobre a figura de Lao Zi é achada no livro Registos do Historiador (simp. 史记 ; trad. 史記) do século I a.C. reunido pelo historiador Sima Qian a partir de relatos anteriores. Num destes relatos, diz-se que Lao Zi foi um contemporâneo de Confúcio durante o século VI ou V a.C. O seu apelido era Li e o seu nome pessoal era Er ou Dan. Ele era um funcionário nos arquivos imperiais e escreveu um livro dividido em duas partes antes de partir para o oeste. Noutro, Lao Zi era também contemporâneo de Confúcio mas chamado Lao Laizi (老莱子) e escreveu um livro divido em quinze partes. Numa terceira versão, era o astrólogo da corte Lao Dan, o qual viveu durante o século IV a.C. O texto mais antigo do Tao Te Ching até hoje recuperado foi escrito em faixas de bambu e é datado de finais do século IV a.C.

    Um dos ditados mais populares de Lao Zi são:
    "Sem trevas não pode haver luz."
    "A natureza não se apressa, dado que tudo é realizado."
    "Quando a bondade é perdida, é substituída pela moralidade."
    "Quando tu reparas que nada falta, todo o mundo te pertencerá."

    Referências Ocidentais
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    Ao observamos mais de perto, uma estrela de doze pontas está cravada em dourado no verso das cartas clow. Antes do cristianismo se tornar a religião oficial do império romano, antigas civilizações do século 7 a.c. acreditavam que os astros estavam ligados diretamente com a vida mortal. Com a herança astrológica dos babilônios, da matemática egípcia e da filosofia grega, um pouco mais a frente no século 5 nós seríamos presenteados com a criação do zodíaco. Os gregos tinham uma forte ligação com suas doze divindades olímpicas, e cada mês representava um Deus de seu panteão, logo, cada constelação simbolizava um signo pela leitura dos astros. Ainda no início da Era Cristã, as civilizações antigas definiram o perfil de cada signo, levando em conta, por exemplo, as peculiaridades das estações do ano. Sendo assim, não é de se estranhar que os 12 símbolos do zodíaco representam as estrelas e o celestial, enquanto a natureza é regida pelo sol e pela lua.

    A estrela de 12 pontas e seu significado em cada ponto extremo do infinito
    Nas lâminas mágicas a simbologia é inspirada no sentido horário: Luz, Água, Fogo, Terra, Ar, Balança (Equilíbrio Espiritual), Trevas, Tempo, Celeste, Estrela, Lua e Sol. Podemos dizer que as principais cartas do Tarot Clow no mundo da magia são essas contidas na estrela de 12 pontas, por serem o extremo do infinito e ideal para o sucesso. São as lâminas mais poderosas e que necessitam de mais concentração.
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    O número 12, das 12 pontas da estrela localizada atrás das cartas clow também possui um significado bem curioso. Sabemos que grandes coincidências da humanidade são ligadas a este número. Por exemplo: Como citado anteriormente, apesar do extenso panteão com mais de 30 mil divindades, os gregos mantinham como realeza olímpica, os 12 Deuses que eram comandados por Zeus. Fugindo um pouco da cena esotérica, temos 12, que também representa os 12 dias depois do nascimento de Jesus, isto é, a igreja celebra a Epifania dos Magos do Oriente que é dia 6 de Janeiro. Também, Jesus tinha 12 apóstolos. A estrela flamejante que surgiu na maçonaria em 1737 também é ladeado por 12 estrelas. E uma das menos notórias e que passam mais despercebidas, talvez, é que a antiga acrópole de uma das sete colinas de Roma, é uma perfeita construção geométrica que gira em torno da exploração de uma estrela de 12 pontas. Ou seja, no ocultismo o número 12 é importante.

    Agradecimentos
    Esta nota de agradecimentos é de muito orgulho e gratidão de todos praticantes mahoujianos para a principal ilustradora e criadora do tarot mahoujin (Cartas Clow); a artista, colorista e designer da equipe japonesa Clamp®, Mokona nascida em 16 de Junho de 1968. Ela era conhecida anteriormente como Mokona Apapa (もこな あぱぱ); ela deixou seu sobrenome porque soava muito "imaturo" e hoje em dia é conhecida apenas por Mokona. Apreciadora de quimonos tradicionais japoneses, simbologias de ocultismo e magia tradicional, foi a principal criadora de todas as ilustrações das cartas, com suas referências paganistas, leituras de tarot e filosofias mágicas que logo em seguida se tornaram um mangá fictício e após 2 anos um anime juvenil de grande sucesso com suas amigas de equipe.
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    A origem das cartas clow tem um grande impacto filosófico e religioso, tendo referências ilustrativas do taoismo, budismo, xintoísmo, bruxaria tradicional, feitiçaria e algumas religiões a.c. O Foco de Mokona era criar um tarot diferenciado que se tornasse popular através da animação, e essa idéia deu super certo, misturar o paganismo com animação da época fizeram com que suas cartas tornassem popular em todo o mundo sendo utilizadas por admiradores e fãs de CCS até os dias de hoje, mesmo alguns não sabendo nem sua origem, obtendo apenas para colecionar. Em 1998 os japoneses entendidos no assunto começaram a pronfundar pesquisas maiores do tarot de Mokona para práticas paganistas e para pedidos de benção a divindades xintoístas em templos do Japão, com o resultado de sucesso o assunto começou a ser espalhado em fóruns até chegar aos olhos dos chinêses que começaram a utilizar o tarot para práticas taoistas e budistas. Até então com o passar do tempo elas foram estudadas e adicionadas na primeira tradição de bruxaria de uma forma resultante e realista, a Tradição Mahoujin da Bruxaria Tradicional (TMBT).

    O porque dessa escolha?
    A escolha do tarot clow como amuleto principal da tradição para a restruturação da bruxaria tradicional foi por ser um tarot neutro sem foco religioso que segue referências de tradições ocidentais e orientais, além de ter contido simbologias focadas na bruxaria (o círculo mágico, mais conhecido como Mahoujin), constelações, cartas para todas as situações espirituais para práticas de adivinhação e o conjunto de ilustrações tradicionais e atuais, que fazem das cartas serem únicas e ideais para rituais e gatilho para o chamado de divindades antigas.

    Temos como honra também deixar agradecimentos ao ilustrador chinês e praticante taoísta, Donald Lae nascido em Foshan, China; que refez em 2013 de uma forma totalmente profissional todas as ilustração das cartas clow a mão em versão Stellae/Caelesti com a inclusão da carta THE MIRACLE que foi criada pelo mesmo por sentir falta de uma carta mágica com energias milagrosas, e para fãs que já conheciam o tarot clow de Mokona através de mangás e animações.