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  • Ritual do Princípio Vital | Importante!

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    Quando se está iniciado na tradição mahoujiana, é de praxe que você de imediato identifique qual é sua carta de princípio vital. A carta de princípio vital representa sua energia física, espiritual, astral e mágica. Nada mais é do que sua alma em forma de carta. Quem você é e tudo aquilo que você representa como ser humano. Esta será sua carta mais importante daqui pra frente, é crucial que ela esteja presente em todos seus trabalhos mágicos e que tenha um espaço importante na sua vida mágica e ritualística. O ritual do princípio vital é de extrema importância, pois ele vai te mostrar todas as suas faces e vai te ajudar a desenvolver melhor suas características, entender seus traços de personalidade e te dar importantes dicas sobre sua missão no mundo material.

    Você vai precisar de: 
    1 Caixa de fósforos;
    3 Velas das cores da sua regência (ou do baralho que esteja trabalhando no momento);
    Seu baralho Clow;
    1 Ilustração do mahoujin da sua regência, em específico, independente do baralho que você esteja
    utilizando para fazer esse ritual;
    A carta The Dark e a carta The Light (elas obrigatoriamente têm que estar em evidência no seu 
    altar, no centro);
    Água mineral de boa qualidade para preparo da Água Regencial, quanto menos impureza melhor,
    separado em uma vasilha (Se for Celeste, use água da chuva);
    1 Copo (ou taça) de vidro ou cristal transparente;
    2 Incensos da sua preferência;
    Seu nome escrito à mão em um pedaço de papel sem linhas;
    Mantra específico do chamado do Princípio Vital (Ele invoca sua carta principal, lhe trás bom humor, ativa o poder de cura e limpa toda energia destrutiva);

    Dicas importantes:
    O baralho Clow não precisa ser obrigatoriamente da sua regência, mas o mahoujin que você vai colocar no seu altar sim. Para o preparo da água regencial siga algumas dicas: (Se sua regência for a Celeste, em vez de água mineral, colha uma vasilha com água de chuva; Se a sua regência for do Sol, deixe a água mineral recolhendo energia solar; Se sua regência for da Lua ou Estrelas, deixe a água mineral repousando durante a noite com a energia da noite; prepare isso 24 horas antes do ritual.); O mantra do princípio vital deverá estar tocando desde o início do ritual até sua finalização.

    Sua regência vai determinar o momento para que esse ritual seja feito.
    Sol: Durante o dia, das 6 às 12. 
    Celeste: Durante a tarde, das 13 às 18.
    Lua e Estrelas: Durante a noite, das 18 em diante. 

    Preparando-se para o grande momento:
    1. Tome um bom banho e desligue-se do mundo material em sua volta. Coloque o mantra para tocar em áudio aberto ou fones de ouvido e comece pensando em você. Aperte play no player abaixo:
    Pense em suas qualidades, nos seus defeitos, na sua personalidade, nas coisas que você sabe fazer e em tudo aquilo que você tem dificuldade de aprender. Pense nas pessoas à sua volta, nos seus relacionamentos interpessoais e como você lida com o mundo. Pense nos seus problemas, pense nas soluções que você achou para tudo aquilo que você nunca pensou que poderia ser solucionado. Pense em tudo aquilo que você tem saudades, e pense nas pessoas que você ama. Pense nas pessoas que você nutre sentimentos negativos também. Afinal, você é um bruxo. E todos nós trabalhamos com a dualidade de sentimentos. Encaramos o ruim e o bom da mesma forma. Pense na sua vida, e por tudo que você passou para chegar até aqui.
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    Encare-se nu e veja seu corpo. Sinta-o, toque-o. Esse é quem você é. Olhe-se no espelho e encare-se por um momento. Veja através dos seus olhos, tenha um contato direto com a sua alma, com seu espírito.

    2. Quando estiver preparado, vista roupas limpas, livre de impurezas. Certifique-se que nada pode te atrapalhar antes de começar. Com tudo em ordem (é importante ter todos os materiais necessários separados para evitar a quebra ritualística com a interrupção), abra o mahoujin de acordo com a tradição mahoujiana, após isso, recolha as cartas que usou para abrir o círculo e delimite mentalmente o espaço traçado. Com os fósforos, acenda as velas. Com a chama das velas acenda os incensos e em seguida recite:

    "Eu, (seu nome completo), estou aqui perante ao meu altar, minhas cartas e todos os espíritos que queiram a minha evolução para descobrir o meu princípio vital."

    Retire do seu baralho a carta The Dark e The Light e posicione-as no centro do seu altar:

    "Das Trevas nascem a Luz. Então, faça-se Trevas, mas faça-se Luz! E que tudo que antes ainda era oculto seja agora revelado!"

    Toque ambas as cartas com a ponta dos seus dedos e sinta a energia emanando delas. Mentalize seu interior dividindo-se entre tudo que você tem de bom, e tudo que você tem de ruim. Feche os olhos e imagine sua alma como um Yin Yang, entrelaçando-se e separando-se. Após isso, junte ambas as cartas ao seu baralho novamente.

    3. Feito isso, pegue a vasilha com água regencial preparada anteriormente recite:

    "Seinaru mono 聖なるもの (sagrada seja)! Que esta água se torne regencial!"
    (Pronúncia: Seinárû mo-nô) ou se preferir:

    "Sacrum est (sagrada seja)! Que esta água se torne regencial!" (Pronúncia: Sácruméstê)

    Após consagrar a água, derrame no copo ou taça onde preferir e diga:

    "Água, Fogo, Terra e Ar, aqui vai a minha oferta. Que o/a (sua regência) seja a testemunha atemporal das minhas presses e seja-me sempre favorável!"

    4. Após fazer a libação de água regencial, borrife um pouco da água com os dedos sob o altar para
    purificação. Espalhe 4 montes idênticos com seu baralho. Imagine cada pequeno monte como uma
    regência diferente.

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    "O Sol faz-se Luz, a Lua se faz Trevas, com as Estrelas nasce o equilíbrio natural da vida, e com a Celeste eu me conecto ao sagrado espírito das divindades imortais"

    5. Junte os 4 montes de cartas como preferir e embaralhe. Embaralhe até sentir que foi o suficiente. Puxe uma carta do topo, uma carta do meio e uma carta do fundo. Elas ficarão ainda viradas para baixo, não as revele.
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    Coloque-as virada para baixo longe do seu baralho, separadamente, uma ao lado da outra e diga:

    "O princípio vital é quem eu sou e tudo aquilo que eu represento, mais do que isso! É tudo aquilo que eu fui e quero ser. Nela está guardada os meus sonhos e meus pesadelos. Meu amor e meu ódio. Meus planos e minhas tragédias. Meus problemas e minhas soluções. A minha Luz, a minha Trevas."
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    Entre as duas, revele uma única carta da sua preferência. Ela será sua carta de princípio vital. Agora, faça uma presse silenciosa e agradeça. Feche o mahoujin e deixe as velas queimarem até o final.

    Observações finais: Não engane a si mesmo revelando uma carta de sua escolha e por curiosidade querer olhar a outra e escolher a segunda como sua carta de Princípio Vital, pois a segunda na verdade nunca será sua carta principal regida por sua energia. As energias não são falhas, se você retirou a primeira carta, ela é então a sua carta de Princípio Vital e você deverá cultua-la para si, independente de preferências ou gostos pessoais.
  • Origem da Tradição Mahoujin da Bruxaria Tradicional

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    A Tradição Mahoujin da Bruxaria Tradicional (TMBT) é a arte do ofício não tendo em vista nenhum tipo de grupo religioso com seguimentos de religião específica. Suas origens seguem princípios da bruxaria tradicional, divindades religiosas a.C com adaptações referentes ao mundo moderno e ao foco do tarot Clow. É importante ressaltar que Mahoujianos são considerados bruxos, feiticeiros estudiosos ou até mesmo tarólogos sob a tradição Mahoujin, mas nunca como religiosos de princípios judaico-cristãos ou como grupo hodiernos, vertentes wiccanos que consideram diversos deuses antigos como facetas de um único Deus (Wicca: religião da """bruxaria""" moderna neo-pagã). Divindade Cristã não existe em práticas TMBT, assim como também não existe a crença no diabo judaico que tem como intenção amedrontar mentes manipuladas. De acordo com a data de nascimento de cada feiticeiro mahoujiano, é primordial a identificação de sua regência elementar, podendo ser: Solis, Luna, Stellae ou Caelesti popularmente nomeadas como Sol, Lua, Estrela e Celeste/Celestial.

    Antropológicamente a TMBT coloca em foco que a bruxaria é sinônimo de feitiçaria neutra, não sendo existente lei tríplice e separações específicas de bom ou mal. Cada Mahoujiano segue seus princípios conforme sua necessidade e sua índole humana e pessoal, eliminando a ideia que separa de forma categórica a existência de bruxo branco e bruxo negro. Mahoujianos não se pautam pelos conceitos vulgares e limitados de bem e mal, considerando toda e qualquer magia como cinzenta (um misto da dualidade expressa metaforicamente de várias formas, luz e escuridão, positivo e negativo, yin-yang "bem" e "mal"). Para facilitar suas práticas, os Mahoujianos categorizam seus ensinos de magia da luz como rituais Yang (Sol, Luz, Atividade) e magia da escuridão como rituais Yin (Lua, Escuridão, Absorção), porém é apenas para quem deseja diferenciar em uma determinada necessidade específica. Haja vista de que todo praticante TMBT trabalhe com ambos os lados (a dualidade de tudo que existe no universo) durante toda sua vida depois de iniciado com a identificação de sua regência e consagração de seu baralho mágico.

    Em contrapartida aos ocultistas da bruxaria moderna como Gerald Gardner, Aleister Crowley e entre outros, a TMBT não segue nenhuma filosofia dos mesmos em suas práticas, pois ela entende que suas ideologias não condizem com a prática da bruxaria tradicional. Os Mahoujianos, por sua vez, focam apenas em estudos da Bruxaria Tradicional (antes da existência do anno domini, na contagem de séculos contrários) que é a real bruxaria, anterior às tradições wiccanas e/ou reconstrucionismo religioso. A retomada desses estudos surgiram no Brasil no século XXI em meados de 2007 tendo em foco manter a Bruxaria Tradicional ao seu espaço no paganismo contemporâneo, porém sua divulgação "finalizada" foi oficialmente anunciada para qualquer pessoa conhecer publicamente, apenas no final de 2018. Após a criação da Wicca, a Bruxaria Tradicional foi sendo paulatinamente velada e moldada às regras inventadas pelo homem, assim como o cristianismo. Os primeiros Mahoujianos e estudiosos praticantes da TMBT são pseudo nominados: Anthonny Beauxreussí (lê-se: Burressí) e Roderick Kujawa (lê-se: Kujava), que carregam esse nome, pois, conforme a tradição, são seus nomes de regência do universo espiritual. Ambos são brasileiros e respondem pela comunidade de praticantes.

    Para mais informações acesse os outros artigos do site, principalmente o artigo sobre a origem da bruxaria no mundo, clique (aqui) e leia ou entre em contato com nossa equipe!
  • Origem & Gratidão aos Ilustradores | TMBT

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    A Simbologia por trás do tarot clow
    As cartas tem um poder incrível com uso próprio para amuletos, previsões, comunicação com mortos, yuyans aos deuses, simpatias, rituais e até pedidos de ajuda. Consideramos que os baralhos ilustrados com elementos e mahoujin foram inspirados em um "velho mestre" chamado Lao Zi (老子), um filósofo da Antiga China, o principal fundador de uma das filosofias religiosas mais antigas do mundo, o Taoismo. É uma divindade no taoismo religioso e nas religiões tradicionais chinesas. A primeira referência da que temos segurança sobre a figura de Lao Zi é achada no livro Registos do Historiador (simp. 史记 ; trad. 史記) do século I a.C. reunido pelo historiador Sima Qian a partir de relatos anteriores. Num destes relatos, diz-se que Lao Zi foi um contemporâneo de Confúcio durante o século VI ou V a.C. O seu apelido era Li e o seu nome pessoal era Er ou Dan. Ele era um funcionário nos arquivos imperiais e escreveu um livro dividido em duas partes antes de partir para o oeste. Noutro, Lao Zi era também contemporâneo de Confúcio mas chamado Lao Laizi (老莱子) e escreveu um livro divido em quinze partes. Numa terceira versão, era o astrólogo da corte Lao Dan, o qual viveu durante o século IV a.C. O texto mais antigo do Tao Te Ching até hoje recuperado foi escrito em faixas de bambu e é datado de finais do século IV a.C.

    Um dos ditados mais populares de Lao Zi são:
    "Sem trevas não pode haver luz."
    "A natureza não se apressa, dado que tudo é realizado."
    "Quando a bondade é perdida, é substituída pela moralidade."
    "Quando tu reparas que nada falta, todo o mundo te pertencerá."

    Referências Ocidentais
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    Ao observamos mais de perto, uma estrela de doze pontas está cravada em dourado no verso das cartas clow. Antes do cristianismo se tornar a religião oficial do império romano, antigas civilizações do século 7 a.c. acreditavam que os astros estavam ligados diretamente com a vida mortal. Com a herança astrológica dos babilônios, da matemática egípcia e da filosofia grega, um pouco mais a frente no século 5 nós seríamos presenteados com a criação do zodíaco. Os gregos tinham uma forte ligação com suas doze divindades olímpicas, e cada mês representava um Deus de seu panteão, logo, cada constelação simbolizava um signo pela leitura dos astros. Ainda no início da Era Cristã, as civilizações antigas definiram o perfil de cada signo, levando em conta, por exemplo, as peculiaridades das estações do ano. Sendo assim, não é de se estranhar que os 12 símbolos do zodíaco representam as estrelas e o celestial, enquanto a natureza é regida pelo sol e pela lua.

    A estrela de 12 pontas e seu significado em cada ponto extremo do infinito
    Nas lâminas mágicas a simbologia é inspirada no sentido horário: Luz, Água, Fogo, Terra, Ar, Balança (Equilíbrio Espiritual), Trevas, Tempo, Celeste, Estrela, Lua e Sol. Podemos dizer que as principais cartas do Tarot Clow no mundo da magia são essas contidas na estrela de 12 pontas, por serem o extremo do infinito e ideal para o sucesso. São as lâminas mais poderosas e que necessitam de mais concentração.
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    O número 12, das 12 pontas da estrela localizada atrás das cartas clow também possui um significado bem curioso. Sabemos que grandes coincidências da humanidade são ligadas a este número. Por exemplo: Como citado anteriormente, apesar do extenso panteão com mais de 30 mil divindades, os gregos mantinham como realeza olímpica, os 12 Deuses que eram comandados por Zeus. Fugindo um pouco da cena esotérica, temos 12, que também representa os 12 dias depois do nascimento de Jesus, isto é, a igreja celebra a Epifania dos Magos do Oriente que é dia 6 de Janeiro. Também, Jesus tinha 12 apóstolos. A estrela flamejante que surgiu na maçonaria em 1737 também é ladeado por 12 estrelas. E uma das menos notórias e que passam mais despercebidas, talvez, é que a antiga acrópole de uma das sete colinas de Roma, é uma perfeita construção geométrica que gira em torno da exploração de uma estrela de 12 pontas. Ou seja, no ocultismo o número 12 é importante.

    Agradecimentos
    Esta nota de agradecimentos é de muito orgulho e gratidão de todos praticantes mahoujianos para a principal ilustradora e criadora do tarot mahoujin (Cartas Clow); a artista, colorista e designer da equipe japonesa Clamp®, Mokona nascida em 16 de Junho de 1968. Ela era conhecida anteriormente como Mokona Apapa (もこな あぱぱ); ela deixou seu sobrenome porque soava muito "imaturo" e hoje em dia é conhecida apenas por Mokona. Apreciadora de quimonos tradicionais japoneses, simbologias de ocultismo e magia tradicional, foi a principal criadora de todas as ilustrações das cartas, com suas referências paganistas, leituras de tarot e filosofias mágicas que logo em seguida se tornaram um mangá fictício e após 2 anos um anime juvenil de grande sucesso com suas amigas de equipe.
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    A origem das cartas clow tem um grande impacto filosófico e religioso, tendo referências ilustrativas do taoismo, budismo, xintoísmo, bruxaria tradicional, feitiçaria e algumas religiões a.c. O Foco de Mokona era criar um tarot diferenciado que se tornasse popular através da animação, e essa idéia deu super certo, misturar o paganismo com animação da época fizeram com que suas cartas tornassem popular em todo o mundo sendo utilizadas por admiradores e fãs de CCS até os dias de hoje, mesmo alguns não sabendo nem sua origem, obtendo apenas para colecionar. Em 1998 os japoneses entendidos no assunto começaram a pronfundar pesquisas maiores do tarot de Mokona para práticas paganistas e para pedidos de benção a divindades xintoístas em templos do Japão, com o resultado de sucesso o assunto começou a ser espalhado em fóruns até chegar aos olhos dos chinêses que começaram a utilizar o tarot para práticas taoistas e budistas. Até então com o passar do tempo elas foram estudadas e adicionadas na primeira tradição de bruxaria de uma forma resultante e realista, a Tradição Mahoujin da Bruxaria Tradicional (TMBT).

    O porque dessa escolha?
    A escolha do tarot clow como amuleto principal da tradição para a restruturação da bruxaria tradicional foi por ser um tarot neutro sem foco religioso que segue referências de tradições ocidentais e orientais, além de ter contido simbologias focadas na bruxaria (o círculo mágico, mais conhecido como Mahoujin), constelações, cartas para todas as situações espirituais para práticas de adivinhação e o conjunto de ilustrações tradicionais e atuais, que fazem das cartas serem únicas e ideais para rituais e gatilho para o chamado de divindades antigas.

    Temos como honra também deixar agradecimentos ao ilustrador chinês e praticante taoísta, Donald Lae nascido em Foshan, China; que refez em 2013 de uma forma totalmente profissional todas as ilustração das cartas clow a mão em versão Stellae/Caelesti com a inclusão da carta THE MIRACLE que foi criada pelo mesmo por sentir falta de uma carta mágica com energias milagrosas, e para fãs que já conheciam o tarot clow de Mokona através de mangás e animações.
  • Consagrando seu Baralho Mahoujin

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    Quando você adquire um novo instrumento mágico, a primeira coisa que você deve fazer antes de utilizá-lo em suas práticas mágicas é uma consagração formal daquele objeto. Mas pra quê serve a consagração? Simples! Isso impede de que energias avulsas interfiram no resultado de um oráculo, por exemplo, ou da preparação de um feitiço. Com as cartas Clow não seriam diferentes. Elas são a MAIOR ferramente mágica que um bruxo mahoujiano usa. Pense em um instrumento coringa, certo? As cartas podem ser usadas para traçar seu círculo mágico, para fazer a invocação de uma divindade poderosa que você queira um contato íntimo, ou até mesmo para o velho e simples básico tarot mahoujin. Ter ele consagrado com a sua energia é fundamental para que seus rituais e simpatias que forem de sua utilidade sejam 100% acertivos. Essa consagração serve para um novo baralho que você adquiriu, ou para o seu primeiro baralho.

    Como o baralho mahoujin é regente tanto do sol quanto da lua, você não precisa fazer isso à noite. Faça no horário que se sentir a vontade, independente da hora. Você vai precisar de:

    1 vela da cor da sua regência ou da regência do baralho que você está trabalhando
    Solis (Branca, Dourada, Laranja)
    Luna (Preta, Prata, Púrpura)
    Stelae (Rosa, Violeta ou Roxo)
    Caelesti (Cinza, Azul Bebê ou Azul Escuro)
    1 copo com água
    1 incenso da sua preferência

    Em cima do seu altar, você vai espalhar todas as cartas viradas pra baixo em forma de fileira. Com a vareta do incenso, espalhando a fumaça por cada uma das cartas, você vai repetir três vezes.

    "Escutei meu chamado e aqui vai minha resposta: Vocês agora pertencem a (seu nome completo), peço que me ajudem na minha caminhada espiritual, que sejam meu portal entre os mundos e que me levem a eterna sabedoria dos meus atos e aos Deuses. Prometo me responsabilizar por tudo que for feito hoje e sempre."

    Você vai repetir o mesmo procedimento, agora com a face das cartas viradas para cima

    "A Lua e o Sol nasceram e assim completaram sua perfeita união em harmonia. Disso, nasceram as estrelas, que brilham na escuridão da noite taciturna. As nuvens celestiais serão minha morada ao lado dos eternos deuses. Agora, eu as declaro sob a posse de (seu nome completo) e que as cartas cubram minha vida de bençãos. A minha vida mágica se inicia. E com honra, eu finalizo minhas presses."

    Deixe o incenso queimar e feche seu baralho em um deck novamente. Sente-se e medite. Pense em todas as coisas da sua vida que você gostaria de mudar agora e agradeça por todas as coisas que você já possui. Se você tiver alguma divindade que possua algum tipo de contato, peça que ela abençoe esse momento e traga sorte e boas energias para o seu novo instrumento mágico.

    Observações importantes: Lembre-se de nunca ler yuyans (preces mahoujianas) em aparelhos eletrônicos em meio de qualquer ritual, simpatia ou consagração, anote em um papel e coloque sob seu altar para ler em voz alta caso não consiga decorar os dizeres no ato de seu trabalho. Boa sorte!